quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

os prédios que comem as sombras da cidade desfazem os medos que tínhamos de voar
o tédio sentado na marquise esperando a viatura da morte passar
os dias comem a gente pela beirada
a chuva molha nossos pés
o sol que queima a folha de papel está fraco

a centelha virou pão
a madeira virou juiz
o corpo que voa da janela
já não será o mesmo ao beijar o chão duro
o tempo que passei por aqui
perdendo os espelhos de minha casa
pisando em brasas
comendo o ar
fumando os restos deste dia mal amassado

o que sobrou da vida
é isso:

dois copos vazios sobre a mesa
uma lua minguando minha noite
dois gatos me espreitando
e uma saudade infinita de ser quem eu já fui.

#poemadehora

12:18 do dia 14 de dezembro de 2017

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

30 novembro 2017

Eu sei dos medos que me comem a carne
Das voltas que meu corpo dá nessa cama
Dos vômitos que largo pelas ruas
deixando pegadas de dentro de mim.

Sei dos ventos
Dos cantos
Das flores que chutei,
Dos dias que amarrei aquele fogo
E da cruz que carreguei,
Dos lábios que mordi
E das cabeças que parti.

Sei do tempo que perdi
querendo mudar meu sistema,
E sistemático irei agonizar até o fim
Mesmo que o vento me jogue pra outros lados

Choro, mas não dou tempo da lágrima cair no chão
Cato, ponho pra dentro de novo e corro por aí

Para ver se venço outra corrida na vida
em meio a esta depressão que se abre ante meu pau
em cores que me lembram seu maldito corpo.



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

domingo, 13 de agosto de 2017

poema ........

"cerveja quente
café gelado

meu coração até parece
bater do lado errado"
www.facebook.com/silhuetaartzine

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

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